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MALINHA DE MÃO 
LOUISE QUEIROZ

Janeiro. 2026

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Canção para ninar menino grande 

Conceição Evaristo 

Editora Pallas 

2022

O Filho de Mil Homens

Dir. Daniel Rezende

126'

2025

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Maçalê  

Tiganá Santana

2010

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Vaga Carne 

Grace Passô 

2016

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Amazi: os olhos da travessia 

Louise Queiroz

2025

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MUNCAB 

Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira

DHL: Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?

 

LQ:  Arrisco dizer que essa é uma das perguntas mais difíceis que já me fizeram. Escolher uma única palavra, diante de tantas que se enlevam em tantas belezas [e sons, memórias, sentidos, trânsitos, desejos, significados…] diante da minha sensibilidade de poeta parece tão limitado e até cruel, tanto comigo, quanto com elas.

 

Palavras são quase como o sagrado, estão ali o tempo inteiro, seja em presença física ou não. Quando não está estalando na língua, está materializada em qualquer coisa à nossa volta ou ressoando em memórias tantas, na mente ou no corpo. Ser poeta é ser inteiro palavra.  

O homem da rua K 

Jovina Souza 

Editora DiKebrada 

2023 

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Florim 

Ruth Ducaso (Luciany Aparecida)

Paralelo 13S

2022

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Fogueira Doce 

Mateus Aleluia 

2017

LQ: decidi compartilhar  um poema de Gonzo (2023) que fala justamente sobre o fazer poético e essa relação entre escritor e palavras.

 

FUNDAMENTO

 

Há alguma coisa de desejo

nessa angustia e nos hiatos

que insistem enquanto busco

a palavra exata para dar corpo

tom e voz a esta canção.

 

Há alguma coisa que roça na língua

incita, assanha, antes, bem antes,

de chegar em minhas mãos.

 

Há, amor,

um gozo particular na casa vazia

e neste silêncio que me excita à criação.

Louise Queiroz é baiana, filha de Maria e Antônio, Mona Nkisi do Nzó Amaziinguê Junsara, escritora e ensaísta. É graduada em Letras (UFBA); Mestranda em Literatura e Cultura (UFBA) e autora dos livros Girassóis estendidos na chuva (Paralelo 13s, 2019), Kwame: a menina de vento e água (Paralelo 13s, 2023)e Gonzo (Ogum's Toques Negros, 2023). Tem poemas publicados em algumas coletâneas poéticas como Enegrescência (2016), Cadernos negros 39 - poemas afro-brasileiros (2016), Kama - poemas e contos eróticos, revista Organismo (númeor 5), no e-book Cadernos Araxá e em alguns sites como Diários Incendiários e Escritoras Negras da Bahia. 

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