MALINHA DE MÃO
GUILHERME DE MORAES
Julho.2026

A desumanização
Valter Hugo Mãe
Biblioteca Azul
2017

Hermeto Pascoal
1936-2025
desassossego

Raio-que-o-parta:
ficções do moderno no Brasil.
2022
Curadoria de Raphael Fonseca,
Aldrin Figueiredo, Clarissa Diniz,
Divino Sobral, Marcelo Campos
e Paula Ramos.

How to make a book with Steidl
Dir. Gereon Wetzel e Jörg Adolph
2010
90'

EP Zé do Cão - Cap. 1
Vinícius Tavares
ATELIÊ
DHL: "Um lugar?"
G.M: "Todo e qualquer ateliê de artista. Sempre o ateliê, depois os textos e livros. Só então, a exposição."

A Paixão Segundo G.H.
Clarice Lispector
Rocco
2020

Franca Chaos and Creation
Dir Francesco Carrozzini
2016
80'

Cats: The Jellicle Ball
Dir. Zhailon Levingston e Bill Rauch
2026

Rock Doido
Gaby Amarantos
2025
Crime e Castigo
Fiódor Dostoiévski
Editora 34
2016


Arte poética
Adília Lopes, 1985
Escrever um poema
é como apanhar um peixe
com as mãos
nunca pesquei assim um peixe
mas posso falar assim
sei que nem tudo o que vem às mãos
é peixe
o peixe debate-se
tenta escapar-se
escapa-se
eu persisto
luto corpo a corpo
com o peixe
ou morremos os dois
ou nos salvamos os dois
tenho de estar atenta
tenho medo de não chegar ao fim
é uma questão de vida ou de morte
quando chego ao fim
descubro que precisei de apanhar o peixe
para me livrar do peixe
livro-me do peixe com o alívio
que não sei dizer
Guilherme de Moraes (Recife, PE) é curador, pesquisador e editor atuante no circuito de arte contemporânea. Licenciado em Artes Visuais pela UFPE e mestre em Artes Visuais pelo PPGAV UFPE/UFPB e pós-graduando em Curadoria e Crítica pela PUC/SP. Desde 2017, desenvolve um papel central na cena cultural do Nordeste como idealizador da Propágulo. A plataforma autônoma, sediada em Recife, é dedicada ao mapeamento, pesquisa e difusão de artistas visuais por meio de um ecossistema que engloba publicações impressas, exposições e programas de formação e acompanhamento curatorial. À frente do braço editorial da instituição, Guilherme atua como editor da Revista Propágulo — projeto vencedor do Brasil Design Awards e do prêmio Latin America Design — e coordenou a edição de livros e fotolivros de relevância nacional e internacional, incluindo A gênese da curadoria no Brasil (Cristiana Tejo) e Meu pai morreu três vezes (de Clara Simas).
Como curador independente e pesquisador associado, assina dezenas de exposições individuais e coletivas em colaboração com importantes galerias e espaços institucionais, como a Galeria Marco Zero, Garrido Galeria, Galeria Amparo 60, Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) e Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ). Sua contribuição crítica e engajamento com projetos inovadores no início de carreira renderam-lhe a indicação ao Prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) — Prêmio Gilda de Melo e Souza — em 2025, associação da qual é membro a partir de 2026.